quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Eleições 2012


Em outubro deste ano, acontecerão as eleições municipais em que esta­remos escolhendo, entre os candidatos e candidatas, Prefeitos(as),vice­-prefeitos(as) e Vereadores(as) de nossas cidades. Os futuros eleitos de nossas cidades serão a “cabeça e o co­ração dos eleitores”, portanto, o cristão tem dupla responsabilidade nesta empreitada. Responsabilidade do bom uso da “razão” e da “fé”, das quais não pode negligenciar: “Ao negligenciar os seus deveres tempo­rais, o cristão negligencia os seus deveres para o próximo e o próprio Deus e coloca em perigo a sua salvação eterna” (GS, 43). Deus não se agrada da religião que esconde a injustiça e nem ouve suas preces: “O Altíssimo não gosta das ofertas dos injustos... Como quem imola o filho na presença do próprio pai, assim é aquele que oferece sacrifícios com os bens dos pobres. Quem tira os meios de vida dos pobres é assassino” (Eclo 34, 18-22). A partir da consciência e da compreensão da Igreja sobre a política, pode-se dedu­zir que um cristão pode alcançar nela sua santificação. Basta que, por meio dela, favoreça a vida de todos; favoreça a construção do Reino; enfrente as injustiças sociais em sua raiz; não tenha medo da profecia e dos conflitos; esteja enraizado no lugar social dos pobres e excluídos; seja profundamente sensível à dor e às aspirações dos que sofrem; seja inteligente e eficaz na ação.
O Catecismo da Igreja Católica diz que não usar as capacidades para transformar a realidade para melhor é homicídio: “Todo aquele que se der a práticas desonestas e mercantis que provoquem a fome e a morte dos seus irmãos de humanidade comete indiretamente um homicídio que é de sua responsabilidade” (CIC, 2269).
A Igreja não pode deixar de chamar a atenção dos cristãos empenha­dos hoje na política sobre a exigência de coerência. As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2011-2015) apontam como uma das cinco urgências na evangelização: ser uma “Igreja a serviço da vida plena para todos”. Reafirmar com clareza e firmeza o chamado à coerência entre fé e opção política é uma grande responsabilidade pas­toral da Igreja. Ela não pode se calar, nem mesmo se tivesse de correr o risco de ser julgada partidária. A omissão diante de tal desafio será cobrada por Deus e pela história futura.
Ao longo de sua história, a Igreja Católica no Brasil sempre teve presen­ça significativa e atuante na vida do País. Inspirada e guiada pelo apelo radical do Evangelho, elaborou sua Doutrina Social e tem procurado dar sua contribuição para o bem comum. Exemplos disso são as Leis de iniciativa popular 9.840/1999, contra a corrupção eleitoral e a com­pra e venda de votos (voto não tem preço, tem consequências!), e a Lei 135/2010, conhecida como Lei da Ficha Limpa. Aos eleitores, cabe ficar de olhos abertos para a ficha dos candidatos(as), principalmente se é membro de uma família que tem pessoas “Ficha Suja” e, por isso, impe­didos de se candidatar, colocam outra pessoa em seu lugar.
As eleições de outubro serão uma excelente oportunidade para garan­tirmos vida com dignidade para todos. Participe de sua comunidade, Grupo, CEBs, Pastorais, Movimentos, Associação de Classes, Sindicatos etc. Estude e torne público e conhecido o conteúdo dos documentos da Igreja que tratam de política e eleições. Siga as orientações das Comu­nidades Paroquiais e das Regiões Pastorais que, por meio de seus Con­selhos, assumiram apoiar pessoas historicamente engajadas nas Comu­nidades e Projetos que representam os anseios de uma sociedade justa e solidária. A construção de um mundo melhor precisa deixar de ser um sonho de poucos e passar a ser um compromisso de todos.


CARTILHA DE ORIENTAÇÃO
POLÍTICA SOBRE AS ELEIÇÕES 2012
ARQUIDIOCESE DE MARINGÁ

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

A VIDA PÚBLICA DE JESUS

Nós cristãos "temos de meditar a história de Cristo, desde seu nascimento em um presépio, até sua morte e sua ressurreição (...). É necessário conhecer bem a vida de Jesus, para que tenhamos tudo gravado na mente e no coração, de modo que, em qualquer momento, sem necessidade de nenhum livro, fechando os olhos, possamos contempla-la como em um filme (...). Assim, nos sentiremos unidos à sua vida. Porque não se trata só de pensar em Jesus, de representar em nossa mente aquelas cenas. É preciso entrar de cheio nelas, ser atores. Seguir a Cristo tão de perto como Santa Maria, sua Mãe, como os primeiros doze, como as santas mulheres, como aquelas multidões que se ajuntavam a seu redor. Se fazemos assim, se não colocamos obstáculos, as palavras de Cristo entrarão até o fundo da alma e nos transformarão" (Bem aventurado Josemaria Escrivá de Balaguer, "É Cristo que passa", n. 107).
Estas palavras, escritas por um sacerdote santo que amou muito a Jesus Cristo, podem ajudar-nos a conhecer um pouco melhor a vida de Cristo e assim, ama-lhe cada dia mais e melhor.
IDÉIAS PRINCIPAIS:
1. Os mistérios da vida pública de Jesus
Dos muitos acontecimentos dos três anos de vida pública de Jesus podem ser destacados o batismo no Jordão, as tentações no deserto, a pregação sobre o Reino de Deus, a transfiguração no monte Tabor, a subida a Jerusalém, sua entrada triunfal como Messias na Cidade Santa e os mistérios finais da Paixão e morte para redimir a humanidade.
2. O Batismo de Jesus no Jordão
Com o batismo começa a vida pública do Senhor. O Precursor resiste a batiza-lo, mas Jesus insiste e João Batista o batiza. Foi o momento da manifestação de Jesus ante o povo de Israel como o Messias prometido do Antigo Testamento e como o Filho de Deus, igual ao Pai. O batismo de Cristo nos recorda nosso batismo.
3. As tentações de Jesus no deserto
Depois de ser batizado por João, Jesus dirigiu-se ao deserto, para rezar, permitindo ser tentado pelo diabo. As respostas ao tentador põem de manifesto a identificação filial com o desígnio de salvação querido por Deus, seu Pai. A Igreja celebra a cada ano a quarentena de Jesus no deserto, vencendo, para dar-nos o exemplo, com sua penitência as tentações do diabo.
4. A pregação sobre o Reino de Deus
Jesus veio ao mundo para pregar o Reino de Deus e fundar a Igreja. Desta pregação são especialmente significativos o Sermão da Montanha e as parábolas, confirmando sua missão com a santidade de vida e os milagres. Desde o começo da vida pública, Jesus escolheu doze Apóstolos para estar com Ele e associa-los à sua missão.
5. A transfiguração de Cristo no monte Tabor
5. A transfiguração de Cristo no monte Tabor Jesus se transfigurou na presença de seus discípulos prediletos: Pedro, Tiago e João, para fortalecer a fé dos Apóstolos ante a proximidade da Paixão. Segundo a tradição, a transfiguração aconteceu no monte Tabor.
6. A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém
Jesus sobe a Jerusalém voluntariamente, disposto a morrer, pois sabia que ali iria consumar-se - pelo sacrifício da cruz - a salvação da humanidade. A entrada triunfal como Messias em Jerusalém, que celebramos no Domingo de Ramos, manifesta a vinda do Reino que o Rei Messias - recebido em sua cidade pelas crianças e pelos humildes de coração - vai levar a cabo com sua morte e ressurreição.
7. Do Cenáculo à Cruz
"Vendo Jesus que chegará a sua hora de passar deste mundo ao Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim" (João 13,1). Assim introduz São João o relato dos últimos acontecimentos da vida do Senhor antes de padecer; de fato, estes momentos revelam o quanto sofreu e até que ponto nos amou. Enviou a dois discípulos para que preparassem a Páscoa, e Jesus com os Apóstolos se reuniram em um salão que a tradição designa como o Cenáculo.
Então, desafogou seu coração em um longo discurso, que serve de marco à lavagem dos pés, dando-lhes um exemplo de humildade e de serviço; ao mandamento novo de amor, que lhes confia; à instituição da Eucaristia e do sacerdócio ("Fazei isto em minha memória" João 22,19); à promessa do Espírito Santo; à oração sacerdotal, que abre a perspectiva da glória da cruz, onde se restaura a glória do Pai e se abrem aos homens as portas do céu.
Frente a tantos padecimentos - e não foi menor a traição de Judas e as negações de Pedro - , Deus Pai glorificou a seu Filho com a ressurreição e ascensão ao céu, onde está sentado à direita do Pai.
8. Conhecer a vida de Jesus
Cada cristão deve conhecer e reproduzir em si mesmo a vida de Jesus Cristo; muito lhe ajudará o ler e o meditar a Sagrada Escritura, de onde tirará contínuas lições para o seguimento de Jesus, que nos marca o caminho da santidade na vida ordinária da família e do trabalho.
9. Propósitos de vida cristã
  • Ler diariamente o Santo Evangelho, meditando o que se leu por uns minutos.
  • Jesus é nosso modelo: imitar a vida de Cristo em nossas relações com as pessoas. 
Autor: Jayme Pujoll e Jesus Sanches Biela
Fonte: Livro "Curso de Catequesis" do Editorial Palavra, España
Tradução: Pe. Antônio Carlos Rossi Keller 

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Bíblia - Palavra de Deus escrita

No Brasil, a Igreja dedica o mês de setembro como mês da Bíblia. A Bíblia para nós cristãos é a Palavra de Deus contida nos livros sagrados, escritos sob a inspiração do Espírito Santo. A Bíblia contém tudo aquilo que Deus quis nos comunicar em relação a nossa salvação. Jesus é o centro e o coração da Bíblia. Em Jesus se cumprem todas as promessas feitas no Antigo Testamento para o Povo de Deus. Toda leitura da Sagrada Escritura deve levar-nos ao encontro pessoal com Jesus Cristo, a amá-lo, imitá-lo e testemunhá-lo em nossa vida.
“Desconhecer a Escritura é desconhecer Jesus Cristo e renunciar a anunciá-lo. Se queremos ser discípulos e missionários de Jesus Cristo é indispensável o conhecimento profundo e vivencial da Palavra de Deus. É preciso fundamentar nosso compromisso missionário e toda a nossa vida cristã na rocha da Palavra de Deus” (DA 247).
Ao celebrar o Dia da Bíblia no último domingo de setembro, a Igreja nos convida todos nós a conhecer mais a fundo a Palavra de Deus, a amá-la, cada vez mais, e a fazer dela, cada dia, uma leitura meditada e rezada.
O mundo de hoje é marcado pelo individualismo e pelo relativismo ético, por incertezas e divergências diante de tantas opiniões sobre temas fundamentais, como a vida, a verdade, a família... É necessário deixar-se guiar pela Palavra de Deus interpretada pelo Magistério da Igreja, pois é na leitura assídua da Escritura, como afirma São Paulo, na segunda carta a Timóteo, que o homem de Deus alimenta sua fé, seu zelo missionário e seu reto agir.
Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para instruir, para refutar, para corrigir, para educar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito, qualificado para toda boa obra” (2 Tm 3,16-17), ou como afirma o salmista “a lâmpada para os meus passos é tua palavra e luz para o meu caminho” (Sl 119,105).

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Nós aceitamos Jesus


Depois que Jesus ressuscitou as pessoas que o conheceram e o seguiram continuaram a se reunir para ensinar quem era Jesus e o que ele falava ao povo, formando as primeiras comunidades. Foi assim que nasceu a Igreja.


A Igreja é uma comunidade de pessoas que aceita Jesus de coração, vive em comunhão e participação, e que se esforça para viver e transmitir Seus ensinamentos, continuando a presença e a ação de Jesus no mundo. O próprio Jesus dizia que "onde 2 ou 3 estiverem reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles".
Para ser Igreja não basta apenas ser batizado! É preciso viver unido em comunhão e participação com os irmãos, obedecendo ao mandamento que Ele nos deixou: "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei".
Nós demonstramos isso pelas nossas atitudes: através de nosso comportamento, pelas nossas palavras, pela maneira como tratamos as pessoas, enfim... pelos nossos exemplos, que dão o testemunho de nossa fé.
Amar aos outros é o sinal de que aceitamos Jesus e somos Igreja.
Quem é de Jesus ensina os outros a viver no amor; quem é de Jesus não tem ódio no coração, não é violento e sabe perdoar quantas vezes for preciso.

Fonte: Catequese Católica

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

23 de Agosto - Santa Rosa de Lima - Padroeira da América Latina

Isabel Flores y de Oliva nasceu na vila de Quives, cidade de Lima, capital do Peru, no dia 20 de abril de 1586. A décima dos treze filhos de Gaspar Flores e Maria de Oliva. À medida que crescia com o rosto rosado e belo, recebeu dos familiares o apelido de Rosa, como ficou conhecida. Seus pais eram ricos espanhóis que se haviam mudado para a próspera colônia do Peru, mas os negócios declinaram e eles ficaram na miséria.


Ainda criança, Rosa teve grande inclinação à oração e à meditação, sendo dotada de dons especiais de profecia. Já adolescente, enquanto rezava diante da imagem da Virgem Maria, decidiu entregar sua vida somente a Cristo. Apesar dos apelos da família, que contava com sua ajuda para o sustento, ela ingressou na Ordem Terceira Dominicana, tomando como exemplo de vida santa Catarina de Sena. Dedicou-se, então, ao jejum, às severas penitências e à oração contemplativa, aumentando seus dons de profecia e prodígios. E, para perder a vaidade, cortou os cabelos e engrossou as mãos, trabalhando na lavoura com os pais.

 
Aos vinte anos, pediu e obteve licença para emitir os votos religiosos em casa e não no convento, como terciária dominicana. Quando vestiu o hábito e se consagrou, mudou o nome para Rosa e acrescentou Santa Maria, por causa de sua grande devoção à Virgem Maria, passando a ser chamada Rosa de Santa Maria.

Construiu uma pequena cela no fundo do quintal da casa de seus pais, levando uma vida de austeridade, de mortificação e de abandono à vontade de Deus. A partir do hábito, ela imprimiu ainda mais rigor às penitências. Começou a usar, na cabeça, uma coroa de metal espinhento, disfarçada com botões de rosas. Aumentou os dias de jejum e dormia sobre uma tábua com pregos. Passou a sustentar a família com as rendas e bordados que fazia, pois seu confessor consentiu que ela não saísse mais de sua cela, exceto para receber a eucaristia. Vivendo em contínuo contato com Deus, atingiu um alto grau de vida contemplativa e experiência mística, compreendendo em profundidade o mistério da Paixão e Morte de Jesus.

Rosa cumpriu sua vocação, devotando-se à eucaristia e à Virgem Maria, cuidando para afastar o pecado do seu coração, conforme a espiritualidade da época. Aos trinta e um anos de idade, foi acometida por uma grave doença, que lhe causou sofrimentos e danos físicos. Assim, retirou-se para a casa de sua benfeitora, Maria de Uzátegui, agora Mosteiro de Santa Rosa, para cumprir a profecia de sua morte. Todo ano, ela passava o Dia de São Bartolomeu em oração, pois, dizia: "este é o dia das minhas núpcias eternas". E assim foi, até morrer no dia 24 de agosto de 1617. O seu sepultamento parou toda a cidade de Lima.

Muitos milagres aconteceram por sua intercessão após sua morte. Rosa foi beatificada em 15 de abril de 1667 pelo papa Clemente IX e tornou-se a primeira santa da América Latina ao ser canonizada, em 2 de abril de 1671, pelo papa Clemente X. Dois anos depois, foi proclamada Padroeira da América Latina, das Filipinas e das Índias Orientais, com a festa litúrgica marcada para o dia 23 de agosto. A devoção a santa Rosa de Lima propagou-se rapidamente nos países latino-americanos, sendo venerada pelos fiéis como Padroeira dos Jardineiros e dos Floristas.

"Cristo é a minha força, a oração é meu baluarte, a fé é meu escudo"

ORAÇÃO: Gloriosa Santa Rosa de Lima, tu que soubeste o que é amar a Jesus com um coração tão fino e generoso ensina-nos tuas grandes virtudes para que, seguindo teu exemplo, possamos gozar da tua proteção na terra e de tua companhia no céu. Amém!

Fonte: Edições Paulinas / Wikipédia

terça-feira, 14 de agosto de 2012

14 de Agosto - São Maximiliano Maria Kolbe

Maksymilian Maria Kolbe (8 de Janeiro de 1894 – 14 de Agosto de 1941), nascido em Zdunska Wola, como Rajmund Kolbe, foi um frade franciscano da Polónia que se voluntariou para morrer de fome em lugar de um pai de família no campo de concentração nazi de Auschwitz, como castigo pela fuga de um prisioneiro. É venerado pela Igreja.
Filho de uma família de operários profundamente religiosos, que lhe deram pouco conforto material, mas proporcionaram-lhe um ambiente de fé e acolhida da vontade de Deus.
Aos 13 anos, entrou no seminário dos Frades Menores Conventuais e, emitindo sua profissão religiosa, recebeu o nome de Maximiliano Maria. Concluindo os estudos preliminares, foi enviado a Roma para obter doutorado em filosofia e teologia.
Em 1917, movido por um incondicional amor a Maria, fundou o movimento de apostolado mariano “Milícia da Imaculada”. A milícia seria uma ferramenta nas mãos da Medianeira Imaculada para a conversão e santificação de muitos. No ano seguinte, 1918, foi ordenado sacerdote e voltou à sua pátria, onde foi designado para lecionar no Seminário Franciscano, em Cracóvia. Então, organizou o primeiro grupo da milícia fora da Itália.
Durante a Segunda Guerra Mundial deu abrigo a muitos refugiados, incluindo cerca de 2000 judeus. Em 17 de Fevereiro de 1941 é preso pela Gestap e transferido para Auschwitz em 25 de Maio como prisioneiro #16670.
Em Julho de 1941, um homem do bunker de Kolbe foge e como represália, os nazis enviam para uma cela isolada 10 outros prisioneiros para morrer de fome e sede (o prisioneiro fugitivo é mais tarde encontrado morto, afogado numa latrina).
Um dos dez lamenta-se pela família que deixa, dizendo que tinha mulher e filhos, e Kolbe pede para tomar o seu lugar. O pedido é aceite.
Na realidade, o Padre Kolbe aceitava o martírio para praticar heroicamente seu múnus sacerdotal, dando assistência religiosa e ajudando a morrer virtuosamente aqueles pobres condenados. Duas semanas depois, só quatro dos dez homens sobrevivem, incluindo Kolbe. Os nazis decidem então executá-los com uma injeção de ácido carbólico.
O corpo de Maximiliano Kolbe foi cremado e suas cinzas atiradas ao vento. Numa carta, quase prevendo seu fim, escrevera: “Quero ser reduzido a pó pela Imaculada e espalhado pelo vento do mundo”.
Ao final da Guerra, começou um movimento pela beatificação do Frei Maximiliano Maria Kolbe, que ocorreu em 17 de outubro de 1971, pelo Papa Paulo VI.
Em 1982, na presença de Franciszek Gajowniczek, homem cujo lugar tomou e que sobreviveu aos horrores de Auschwitz, São Maximiliano foi canonizado pelo Papa João Paulo II, como mártir da caridade.
Em Julho de 1998 a Igreja de Inglaterra ergueu uma estátua de Kolbe em frente à Abadia de Westminster em Londres, como parte de um conjunto monumental dedicado à memória de dez mártires do século XX.

sábado, 11 de agosto de 2012

A VIDA OCULTA DE JESUS

Ao rezar o Credo professamos com toda a claridade os mistérios da Encarnação (concepção e nascimento de Cristo) e da Páscoa (paixão, crucificação, morte, sepultura, descida aos infernos, ressurreição e ascensão); mas não se explícita a vida oculta nem a vida pública. O Evangelho, em troca, presta atenção - mais brevemente - aos mistérios da infância e vida oculta, desenvolvendo por extenso a vida pública, na qual sobressai o que Jesus fez e ensinou.
Mas o cristão há de imitar a vida de Jesus e é importante conhece-la por inteiro; os trinta anos que viveu em Belém, Egito e Nazaré e os três anos que passou pregando o Reino de Deus; sua doutrina, seus milagres, seu amor à humanidade que o levou à paixão e morte, até ressuscitar e subir aos céus.
IDÉIAS PRINCIPAIS:
1. A vida de Jesus, um ensinamento contínuo
Quem conhece bem a vida de Nosso Senhor Jesus Cristo sabe que toda ela foi um ensinamento contínuo: seu ocultamento, sua obediência, seu trabalho, seus milagres, sua oração, seu amor pelos homens, sua predileção pelos mais pequenos e pelos pobres, a aceitação total do sacrifício na cruz, para a salvação do mundo, tudo o que fez.
2. O nascimento em Belém
Como tinham predito os profetas, Jesus nasceu em Belém de Judá depois de séculos de preparação. Deus enviava a seu Filho, nascido homem das entranhas puríssimas da Santíssima Virgem, para salvar a todos e mostrar-nos o caminho que conduz ao céu. Nasceu em estábulo humilde, de uma família pobre, dando-se a conhecer a uns humildes pastores que foram os primeiros em adora-lo. São lições de humildade, de pobreza, de simplicidade... que todos nós cristãos temos de aprender e seguir.
3. O grande acontecimento do Natal
O evangelho conta o nascimento de Jesus Cristo, o Filho de Deus feito homem, com esta simplicidade: "Aconteceu naqueles dias que saiu um edito de César Augusto para que se recenseasse todo o mundo (...). José subiu da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à cidade de Davi, que se chama Belém, por ser ele da casa e da família de Davi, para recensear- se com Maria, sua esposa, que estava grávida. Estando ali, cumpriram- se os dias do parto, e deu à luz a seu filho primogênito, e o envolveu em panos e o depositou em um presépio, por não ter lugar para eles na hospedaria" (Lucas 2,1-7). Cada ano, no dia 25 de dezembro, celebramos o Natal e os acontecimentos relacionados com ele: a Sagrada Família (domingo depois do Natal), a Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus (1 de janeiro) e a Epifânia do Senhor (domingo mais próximo a 6 de janeiro).
4. Os mistérios da infância de Jesus
Os grandes acontecimentos ou mistérios da infância de Jesus são:
a) A Circuncisão, ao oitavo dia de seu nascimento, como se fazia com os meninos judeus; era uma cerimônia que prefigurava o batismo.
b) A Epifânia, ou manifestação de Jesus como Messias de Israel, que celebra a adoração dos Reis Magos.
c) A Apresentação de Jesus no Templo. Em cumprimento da lei de Deus, Maria e José apresentaram Jesus no templo de Jerusalém, quarenta dias depois do nascimento; a mãe - neste caso a Virgem Maria - cumpria com a lei da purificação. Maria não estava obrigada a isto, por ser virgem e sem mancha do pecado, mas quis submeter-se em tudo à Lei de Deus.
d) A fuga para o Egito e a matança dos Inocentes. Desde o princípio Jesus foi perseguido, e os cristãos de todos os tempos sofrem também a perseguição e o martírio.
5. A vida oculta de Jesus
A maior parte de sua vida, Jesus viveu como a imensa maioria dos homens: uma vida corrente sem aparente importância, vida de trabalho, a vida religiosa submetida à Lei de Deus, vida de comunidade em sua cidade com os parentes, amigos e conhecidos. O Evangelho diz que Jesus obedecia a seus pais e progredia em sabedoria, idade e graça perante Deus e perante os homens. Só o acontecimento da perda e encontro de Jesus no Templo, à idade de doze anos, que narra São Lucas, quebra a aparente monotonia da vida oculta, cheia, por outro lado de sentido e ensinamentos.
6. O papel de São José
Sabemos que Jesus nasceu da Virgem Maria, concebido por obra e graça do Espírito Santo. Deus era seu Pai, mas quis que alguém fizesse as vezes de pai, na terra. A pessoa escolhida foi José, um homem justo da casa de Davi. José, esposo virginal de Maria e pai legal de Jesus, exerceu com Ela e com o Filho de Deus os ofícios de esposo e pai, nesta terra. Com seu trabalho de artesão na pequena cidade de Nazaré proveu e cuidou da vida de Jesus e da Virgem, ensinando a seu Filho seu ofício profissional.
7. A santificação no trabalho de cada dia
Imitando o exemplo de Jesus Cristo - que passou na terra trinta anos de vida oculta trabalhando -, e também da Virgem e de São José, nós cristãos nos santificamos na realidade ordinária do próprio trabalho. Santificar- se com o trabalho quer dizer buscar, encontrar e amar a Deus nas coisas que fazemos, servindo assim aos demais. Por isto, pode-se resumir a vida de um cristão corrente dizendo que há de santificar o trabalho, santificar-se no trabalho e santificar os outros com o trabalho profissional. Para consegui-lo é preciso fazer o próprio trabalho com esmero e atenção, acabando até o último detalhe, e impregnando-o de amor a Deus.
8. É preciso recorrer sempre à Sagrada Família
Jesus, Maria e José formavam a admirável família de Nazaré, a qual chamamos Sagrada Família. Ao recorrer a José, Maria e Jesus, devemos também aprender a imitar suas virtudes e querer viver segundo o exemplo que nos deram.
9. Propósitos de vida cristã
  • Ler a vida oculta de Jesus, nos Evangelhos, meditando-a.
  • Ter sempre uma devoção muito profunda à Sagrada Família de Nazaré, recorrendo a ela nas necessidades. 

Autor: Jayme Pujoll e Jesus Sanches Biela
Fonte: Livro "Curso de Catequesis" do Editorial Palavra, España
Tradução: Pe. Antônio Carlos Rossi Keller