terça-feira, 25 de setembro de 2012

Seminário de Vida no Espírito Santo


É quase impossivel encontrar algumas palavras para descrever a experiência indescritível do Seminário de vida no Espírito Santo que aconteceu aqui no CEFAMI (Centro de Formação e Animação Missionaria João Paulo II) nos dias 22 e 23 de Setembro. O Seminário foi maravilhosamente ministrado pelo Ministerio Universidades Renovadas (MUR) da RCC com a participação especial dos missionarios da Comunidade Servos de Maria do Coração de Jesus. Pessoas que já vivenciaram vários seminários, afirmaram:
“Este foi o melhor seminário que já vivenciamos”. Por todas as graças aqui derramadas, OBRIGADO SENHOR!
O Seminário de Vida no Espírito Santo não é um curso de doutrina apenas, mas uma experiência de vida, um momento de conhecer, recuperar e aprofundar o relacionamento com Jesus Cristo Salvador e Senhor. Momento de se encontrar com Deus Pai e deixar-se envolver com a força do Espírito Santo.














quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Libertar-se...

Outro dia estava pensando: como nos acostumamos com as coisas! Vivemos situações. Convivemos com pessoas. E às vezes não notamos que acabamos acostumando-nos com certos elementos em nossas vidas. Como assim? Somos feitos de sentimentos, vontades, pensamentos e crenças. Porém, são coisas que mudam o tempo todo.

Como dizia o filósofo Heráclito: “nunca entramos no mesmo rio por duas vezes”, porque na segunda vez, nem nós e nem o rio somos mais os mesmos. Parece estranho, mas a vida passa e muda tudo, dentro e fora de nós. O que nos faz bem e satisfaz-nos hoje, não fará o mesmo necessariamente no dia seguinte. E não é pessimismo de minha parte. O tempo simplesmente não pára. E este mesmo tempo que muda nossa exterior, mexe também com o nosso interior.


Aqui encontramos outro ponto. Se as coisas mudam com tanta facilidade, precisamos aprender a trabalhar isto. Se tudo muda, se tudo flui, precisamos saber perdoar. Isto mesmo, perdoar. Mas não no sentido usual desta palavra. A palavra perdoar tem outro sentido diferente de esquecer ou ter misericórdia. Perdoar significa também jogar fora. Libertar-se. E libertar-se não o mesmo que esquecer. Quem liberta lembra, no entanto, não se prende mais. Não insiste demais. Esquecer consome muita mais energia do que libertar algo de nossas vidas. E não gera obrigatoriamente resultados melhores.


Aprender a perdoar. Entender que é preciso libertar coisas e pessoas de nossas vidas. Eis algo que vale a pena pensar. O quanto deixamos de viver por insistir com algo que essencialmente não tem futuro algum? Quantas pessoas esperam algo que não podemos oferecer? Quantos objetos e lembranças nos prendem a um passado, que não volta e nem nos acrescenta nada?


É preciso perdoar! É preciso libertar-se! É preciso jogar fora tudo o que nos prende e nos limita! Falo isto porque a vida é cheia de oportunidades. Ou antes, é feita de oportunidades. E muitas vezes insistimos em coisas que não são nossas. Ou que apenas entraram em nossas vidas momentaneamente. E o que é realmente nosso, passa... Ou sequer descobrimos que é nosso. Nos caminhos da vida existem portas que levam a lugares que somente nós podemos ir. Mas é preciso buscar! É preciso procurar! É preciso tentar! E para tudo isto, é preciso alguma liberdade.


E você? Não está preso (a) a algo ou alguém? Não há nada te impedindo de buscar coisas que realmente te realizem? Viver é ter coragem de arriscar e buscar o que é nosso. Algumas coisas passam e voltam. Porém, outras não voltam mais. É preciso ter coragem! E é necessário tentar! Existem muitas portas fechadas para cada um de nós. Todavia, algumas estão apenas esperando para serem abertas. E então? Vai tentar abrir alguma? Ou vai simplesmente deixar tudo como está? A escolha é sua, e somente sua...

Por: Adriano José Gonçalves
Paróquia Santuário de São Judas Tadeu
Sete Lagoas - Minas Gerais
E-mail: sharingamn@gmail.com

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Bingo Beneficente em prol do piso da igreja Matriz de São José



 “Eu e minha família construiremos a casa do Senhor!”







             

 Não existe uma forma de obter os recursos para concluir as obras da nossa igreja sem doações.  A paróquia, então, realizará um bingo em prol do piso da igreja. Devemos nós nos ofertarmos a serviço do reino e participar também da vida e do dinamismo da Igreja, trazendo as nossas ofertas generosas, fruto do nosso trabalho, que servirão para o sustento material de nossa Igreja.
O Bingo será realizado no dia 13 de Outubro no CEFAMI a partir das 19hs, com musica ao vivo. Tendo como premio 1 garrote e 1 fogão (4bocas). As cartelas estão sendo vendidas na casa paroquial no valor de 5,00 R$.



quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Eleições 2012


Em outubro deste ano, acontecerão as eleições municipais em que esta­remos escolhendo, entre os candidatos e candidatas, Prefeitos(as),vice­-prefeitos(as) e Vereadores(as) de nossas cidades. Os futuros eleitos de nossas cidades serão a “cabeça e o co­ração dos eleitores”, portanto, o cristão tem dupla responsabilidade nesta empreitada. Responsabilidade do bom uso da “razão” e da “fé”, das quais não pode negligenciar: “Ao negligenciar os seus deveres tempo­rais, o cristão negligencia os seus deveres para o próximo e o próprio Deus e coloca em perigo a sua salvação eterna” (GS, 43). Deus não se agrada da religião que esconde a injustiça e nem ouve suas preces: “O Altíssimo não gosta das ofertas dos injustos... Como quem imola o filho na presença do próprio pai, assim é aquele que oferece sacrifícios com os bens dos pobres. Quem tira os meios de vida dos pobres é assassino” (Eclo 34, 18-22). A partir da consciência e da compreensão da Igreja sobre a política, pode-se dedu­zir que um cristão pode alcançar nela sua santificação. Basta que, por meio dela, favoreça a vida de todos; favoreça a construção do Reino; enfrente as injustiças sociais em sua raiz; não tenha medo da profecia e dos conflitos; esteja enraizado no lugar social dos pobres e excluídos; seja profundamente sensível à dor e às aspirações dos que sofrem; seja inteligente e eficaz na ação.
O Catecismo da Igreja Católica diz que não usar as capacidades para transformar a realidade para melhor é homicídio: “Todo aquele que se der a práticas desonestas e mercantis que provoquem a fome e a morte dos seus irmãos de humanidade comete indiretamente um homicídio que é de sua responsabilidade” (CIC, 2269).
A Igreja não pode deixar de chamar a atenção dos cristãos empenha­dos hoje na política sobre a exigência de coerência. As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2011-2015) apontam como uma das cinco urgências na evangelização: ser uma “Igreja a serviço da vida plena para todos”. Reafirmar com clareza e firmeza o chamado à coerência entre fé e opção política é uma grande responsabilidade pas­toral da Igreja. Ela não pode se calar, nem mesmo se tivesse de correr o risco de ser julgada partidária. A omissão diante de tal desafio será cobrada por Deus e pela história futura.
Ao longo de sua história, a Igreja Católica no Brasil sempre teve presen­ça significativa e atuante na vida do País. Inspirada e guiada pelo apelo radical do Evangelho, elaborou sua Doutrina Social e tem procurado dar sua contribuição para o bem comum. Exemplos disso são as Leis de iniciativa popular 9.840/1999, contra a corrupção eleitoral e a com­pra e venda de votos (voto não tem preço, tem consequências!), e a Lei 135/2010, conhecida como Lei da Ficha Limpa. Aos eleitores, cabe ficar de olhos abertos para a ficha dos candidatos(as), principalmente se é membro de uma família que tem pessoas “Ficha Suja” e, por isso, impe­didos de se candidatar, colocam outra pessoa em seu lugar.
As eleições de outubro serão uma excelente oportunidade para garan­tirmos vida com dignidade para todos. Participe de sua comunidade, Grupo, CEBs, Pastorais, Movimentos, Associação de Classes, Sindicatos etc. Estude e torne público e conhecido o conteúdo dos documentos da Igreja que tratam de política e eleições. Siga as orientações das Comu­nidades Paroquiais e das Regiões Pastorais que, por meio de seus Con­selhos, assumiram apoiar pessoas historicamente engajadas nas Comu­nidades e Projetos que representam os anseios de uma sociedade justa e solidária. A construção de um mundo melhor precisa deixar de ser um sonho de poucos e passar a ser um compromisso de todos.


CARTILHA DE ORIENTAÇÃO
POLÍTICA SOBRE AS ELEIÇÕES 2012
ARQUIDIOCESE DE MARINGÁ

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

A VIDA PÚBLICA DE JESUS

Nós cristãos "temos de meditar a história de Cristo, desde seu nascimento em um presépio, até sua morte e sua ressurreição (...). É necessário conhecer bem a vida de Jesus, para que tenhamos tudo gravado na mente e no coração, de modo que, em qualquer momento, sem necessidade de nenhum livro, fechando os olhos, possamos contempla-la como em um filme (...). Assim, nos sentiremos unidos à sua vida. Porque não se trata só de pensar em Jesus, de representar em nossa mente aquelas cenas. É preciso entrar de cheio nelas, ser atores. Seguir a Cristo tão de perto como Santa Maria, sua Mãe, como os primeiros doze, como as santas mulheres, como aquelas multidões que se ajuntavam a seu redor. Se fazemos assim, se não colocamos obstáculos, as palavras de Cristo entrarão até o fundo da alma e nos transformarão" (Bem aventurado Josemaria Escrivá de Balaguer, "É Cristo que passa", n. 107).
Estas palavras, escritas por um sacerdote santo que amou muito a Jesus Cristo, podem ajudar-nos a conhecer um pouco melhor a vida de Cristo e assim, ama-lhe cada dia mais e melhor.
IDÉIAS PRINCIPAIS:
1. Os mistérios da vida pública de Jesus
Dos muitos acontecimentos dos três anos de vida pública de Jesus podem ser destacados o batismo no Jordão, as tentações no deserto, a pregação sobre o Reino de Deus, a transfiguração no monte Tabor, a subida a Jerusalém, sua entrada triunfal como Messias na Cidade Santa e os mistérios finais da Paixão e morte para redimir a humanidade.
2. O Batismo de Jesus no Jordão
Com o batismo começa a vida pública do Senhor. O Precursor resiste a batiza-lo, mas Jesus insiste e João Batista o batiza. Foi o momento da manifestação de Jesus ante o povo de Israel como o Messias prometido do Antigo Testamento e como o Filho de Deus, igual ao Pai. O batismo de Cristo nos recorda nosso batismo.
3. As tentações de Jesus no deserto
Depois de ser batizado por João, Jesus dirigiu-se ao deserto, para rezar, permitindo ser tentado pelo diabo. As respostas ao tentador põem de manifesto a identificação filial com o desígnio de salvação querido por Deus, seu Pai. A Igreja celebra a cada ano a quarentena de Jesus no deserto, vencendo, para dar-nos o exemplo, com sua penitência as tentações do diabo.
4. A pregação sobre o Reino de Deus
Jesus veio ao mundo para pregar o Reino de Deus e fundar a Igreja. Desta pregação são especialmente significativos o Sermão da Montanha e as parábolas, confirmando sua missão com a santidade de vida e os milagres. Desde o começo da vida pública, Jesus escolheu doze Apóstolos para estar com Ele e associa-los à sua missão.
5. A transfiguração de Cristo no monte Tabor
5. A transfiguração de Cristo no monte Tabor Jesus se transfigurou na presença de seus discípulos prediletos: Pedro, Tiago e João, para fortalecer a fé dos Apóstolos ante a proximidade da Paixão. Segundo a tradição, a transfiguração aconteceu no monte Tabor.
6. A entrada triunfal de Jesus em Jerusalém
Jesus sobe a Jerusalém voluntariamente, disposto a morrer, pois sabia que ali iria consumar-se - pelo sacrifício da cruz - a salvação da humanidade. A entrada triunfal como Messias em Jerusalém, que celebramos no Domingo de Ramos, manifesta a vinda do Reino que o Rei Messias - recebido em sua cidade pelas crianças e pelos humildes de coração - vai levar a cabo com sua morte e ressurreição.
7. Do Cenáculo à Cruz
"Vendo Jesus que chegará a sua hora de passar deste mundo ao Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim" (João 13,1). Assim introduz São João o relato dos últimos acontecimentos da vida do Senhor antes de padecer; de fato, estes momentos revelam o quanto sofreu e até que ponto nos amou. Enviou a dois discípulos para que preparassem a Páscoa, e Jesus com os Apóstolos se reuniram em um salão que a tradição designa como o Cenáculo.
Então, desafogou seu coração em um longo discurso, que serve de marco à lavagem dos pés, dando-lhes um exemplo de humildade e de serviço; ao mandamento novo de amor, que lhes confia; à instituição da Eucaristia e do sacerdócio ("Fazei isto em minha memória" João 22,19); à promessa do Espírito Santo; à oração sacerdotal, que abre a perspectiva da glória da cruz, onde se restaura a glória do Pai e se abrem aos homens as portas do céu.
Frente a tantos padecimentos - e não foi menor a traição de Judas e as negações de Pedro - , Deus Pai glorificou a seu Filho com a ressurreição e ascensão ao céu, onde está sentado à direita do Pai.
8. Conhecer a vida de Jesus
Cada cristão deve conhecer e reproduzir em si mesmo a vida de Jesus Cristo; muito lhe ajudará o ler e o meditar a Sagrada Escritura, de onde tirará contínuas lições para o seguimento de Jesus, que nos marca o caminho da santidade na vida ordinária da família e do trabalho.
9. Propósitos de vida cristã
  • Ler diariamente o Santo Evangelho, meditando o que se leu por uns minutos.
  • Jesus é nosso modelo: imitar a vida de Cristo em nossas relações com as pessoas. 
Autor: Jayme Pujoll e Jesus Sanches Biela
Fonte: Livro "Curso de Catequesis" do Editorial Palavra, España
Tradução: Pe. Antônio Carlos Rossi Keller 

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Bíblia - Palavra de Deus escrita

No Brasil, a Igreja dedica o mês de setembro como mês da Bíblia. A Bíblia para nós cristãos é a Palavra de Deus contida nos livros sagrados, escritos sob a inspiração do Espírito Santo. A Bíblia contém tudo aquilo que Deus quis nos comunicar em relação a nossa salvação. Jesus é o centro e o coração da Bíblia. Em Jesus se cumprem todas as promessas feitas no Antigo Testamento para o Povo de Deus. Toda leitura da Sagrada Escritura deve levar-nos ao encontro pessoal com Jesus Cristo, a amá-lo, imitá-lo e testemunhá-lo em nossa vida.
“Desconhecer a Escritura é desconhecer Jesus Cristo e renunciar a anunciá-lo. Se queremos ser discípulos e missionários de Jesus Cristo é indispensável o conhecimento profundo e vivencial da Palavra de Deus. É preciso fundamentar nosso compromisso missionário e toda a nossa vida cristã na rocha da Palavra de Deus” (DA 247).
Ao celebrar o Dia da Bíblia no último domingo de setembro, a Igreja nos convida todos nós a conhecer mais a fundo a Palavra de Deus, a amá-la, cada vez mais, e a fazer dela, cada dia, uma leitura meditada e rezada.
O mundo de hoje é marcado pelo individualismo e pelo relativismo ético, por incertezas e divergências diante de tantas opiniões sobre temas fundamentais, como a vida, a verdade, a família... É necessário deixar-se guiar pela Palavra de Deus interpretada pelo Magistério da Igreja, pois é na leitura assídua da Escritura, como afirma São Paulo, na segunda carta a Timóteo, que o homem de Deus alimenta sua fé, seu zelo missionário e seu reto agir.
Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para instruir, para refutar, para corrigir, para educar na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito, qualificado para toda boa obra” (2 Tm 3,16-17), ou como afirma o salmista “a lâmpada para os meus passos é tua palavra e luz para o meu caminho” (Sl 119,105).