domingo, 11 de setembro de 2011

V Blitz da Juventude é realizada em Cabeceiras do Piauí

 Foi realizado em Cabeceiras do Piauí a V Blitz da Juventude, um encontro realizado desde 2007 pelo Zonal III da Diocese de Campo Maior, com o intuito de animar os jovens de nossas paróquias e comunidades e orientá-los sobre algum tema atual em que estamos vivendo. Este ano com o Tema: Jovens tecendo relações de vida e o Lema: “Juventude, protagonista da vida”. Estiveram presentes as caravanas das cidades de Barras, Porto, N. S. dos Remédios, Campo Largo e Boa Hora.
O encontro teve inicio às 16hs no Centro de Evangelização João Paulo II com a animação dos Missionários da Comunidade Servos de Maria do Coração de Jesus de João Pessoa-PB, logo após o jantar os jovens seguiram em caminhada para a Igreja Matriz de São José para a Santa Missa presidida por Dom Eduardo, que durante sua homilia motivou a juventude para que possam perceber o verdadeiro sentido dos encontros da Juventude e lembrou com ênfase das palavras de Bento XVI na Jornada Mundial da Juventude em Madri, e já motivando os jovens a se prepararem para a próxima Jornada Mundial da Juventude que será realizada no Rio de Janeiro em 2013; ao termino da missa os jovens seguiram caminhada divida em três momentos: 1º momento abordando a relação dos jovens com a família; 2º momento, a relação dos jovens com os jovens; 3º momento, a relação dos jovens com a sociedade, encerrando-se no Ginásio de Esportes com muita animação, louvor e apresentação de danças. A  Blitz da Juventude 2012 será realizada em Campo Largo.
















  

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Amanhã será realizada a V Blitz da Juventude do Zonal III em nossa paróquia






O que é a blitz da juventude?














Um grupo de padres do nosso Zonal III, percebendo ausência de jovens em nossas paróquias ficaram preocupados e tentaram organizar um evento que atraísse os jovens para a Igreja, por isso foi criada a Blitz da Juventude o 1º encontro aconteceu em porto, depois em Barras, Boa Hora, Nossa Senhora dos Remédios e este ano em Cabeceiras do Piauí.
OBJETIVO: Animar os jovens de nossas paróquias e comunidades e orientá-los sobre algum tema atual em que estamos vivendo.


Neste ano em Cabeceiras do Piauí no dia 10 de setembro ocorrera V Blitz da Juventude, com a chegada dos jovens às 16hs no CEFAMI; jantar às 17:30hs; missa às 19hs presidida por Dom Eduardo na matriz em seguida uma caminhada divida em três momentos: 1º momento abordara a relação dos jovens com a família; 2º momento, a relação dos jovens com os jovens; 3º momento, a relação dos jovens com a sociedade. No final será feito um apanhado de tudo que foi falado no encontro.

Missionários fazem visitas na comunidade São Bento


Recebemos em nossa paróquia os missionários da Comunidade Servos de Maria do Coração de Jesus, uma Comunidade Católica de vida consagrada, missionária e contemplativa a serviço do Amor. A primeira comunidade de nossa paróquia a ser visitada foi São Bento, com a missão de evangelizar levando a paz, a alegria e a esperança a todos, em vista do triunfo do Coração Imaculado de Maria e do Reinado glorioso do Coração de Jesus. O dia foi repleto de graças e bênçãos, os missionários foram acolhidos com muito amor e carinho por aqueles que os receberam em suas casas.











segunda-feira, 5 de setembro de 2011

05 de Setembro - Madre Teresa de Calcutá

Agnes Gouxha Bojaxhiu, a Madre Teresa de Calcutá, nasceu no dia 27 de agosto de 1910, em Skopje, Iugoslávia, de pais albaneses. Seus pais, Nicolau e Rosa, tiveram três filhos. Na época escolar, Agnes tornou-se membro de uma associação católica para crianças, a Congregação Mariana, onde cresceu em ambiente cristão. Aos doze anos já estava convencida de sua vocação religiosa, atraída pela obra dos missionários.

Agnes pediu para ingressar na Congregação das Irmãs de Loreto, que trabalhavam como missionárias em sua região. Logo foi encaminhada para a Abadia de Loreto, na Irlanda, onde aprenderia o inglês e depois seria enviada à Índia, a fim de iniciar seu noviciado. Feitos os votos, adotara o nome Teresa em homenagem à carmelita francesa, Teresa de Lisieux, padroeira dos missionário Primeiramente a Irmã Teresa foi incumbida de ensinar história e geografia no colégio da congregação, em Calcutá. Essa atividade exerceu por dezessete anos. Cercada de crianças, filhas das melhores famílias de Calcutá, impressionava-se com o que via quando saia à rua: pobreza generalizada, crianças e velhos moribundos e abandonados, pessoas doentes sem a quem recorrer.

O dia 10 de setembro de 1946 ficou marcado na sua vida como o "dia da inspiração". Numa viagem de trem ao noviciado do Himalaia, percebe que deveria dedicar toda a sua existência aos mais pobres e excluídos, deixando o conforto do colégio da congregação. E assim ela fez. Irmã Teresa tomou algumas aulas de enfermagem, que julgava útil a seu plano e misturou-se aos pobres, primeiro na cidade de Motijhil. A princípio ela juntou cinco crianças de um bairro miserável e passou a dar-lhes escola. Passados dez dias já se somavam cinqüenta crianças. O seu trabalho começou a ficar conhecido e a solidariedade do povo operava em seu favor, com donativos e trabalho voluntário.

Para Irmã Teresa, o trabalho deveria continuar a dar frutos sem depender apenas das doações e dos voluntários. Seria necessário às suas companheiras que tivessem o espírito de vida religiosa e consagrada. Logo, uma a uma ouviram o chamado de Deus para se entregarem ao serviço dos mais pobres. Nascia a Congregação das Missionárias da Caridade, com seu estatuto aprovado em 1950. E ela se tornou Madre Teresa, a superiora.

As missionárias saíram às ruas e passaram a recolher doentes de toda a espécie. Para as irmãs missionárias, cada doente, cada corpo chagado, representava a figura de Cristo, e sua ajuda humanitária era a mais doce das tarefas. Somente com essa filosofia é que as corajosas irmãs poderiam tratar doentes de lepra, elefantíase, gangrena, cujos corpos, em putrefação, eram imagens horrendas que exalavam odores intoleráveis. Todos eles tinham lugar, comida, higiene e um recanto para repousar junto às missionárias.

Reconhecido universalmente, o trabalho de Madre Teresa rendeu-lhe um prêmio Nobel da Paz, em 1979. Este fora um dos muitos prêmios recebidos pela religiosa devido ao seu trabalho humanitário. Neste período sua obra já havia se espalhado pela Ásia, Europa, África, Oceania e Américas.

No dia 05 de setembro de 1997, Madre Teresa veio a falecer, na Índia. A comoção foi mundial. Uma fila de quilômetros formou-se durante dias a fio, diante da igreja de São Tomé, em Calcutá, onde o seu corpo estava sendo velado. Ao fim de uma semana o corpo da Madre foi trasladado ao Estádio Netaji, onde o cardeal Ângelo Sodano, Secretário de Estado do Vaticano, celebrou a Missa de corpo presente.

Sete anos depois de sua morte, em 2003, quando o Papa João Paulo II, seu contemporâneo e amigo pessoal, comemorava o jubileu de prata do seu pontificado, ele beatificou Madre Teresa de Calcutá, reconhecida mundialmente como a "Mãe dos Pobres". Nesta emocionante solenidade o Sumo Pontífice disse: "Segue viva em minha memória sua diminuta figura, dobrada por uma existência transcorrida a serviço dos mais pobres entre os mais pobres, porém sempre carregada de uma inesgotável energia interior: a energia do amor de Cristo".

sábado, 3 de setembro de 2011

SETEMBRO - MÊS DA BÍBLIA (parte 3)


O cânon da Bíblia, ao qual nada pode ser acrescentado, condensa a Revelação de Deus na história, a qual aconteceu de forma gradual conforme a evolução do homem, isso significa que pela palavra da Sagrada Escritura se pode conhecer a salvação consumada na pessoa de Jesus Cristo. Porém, não se pode pensar a Palavra de Deus como
algo estático e distante, porque o agir salvífico de Deus é um diálogo constante entre o Criador/Salvador e a criatura, o que dá a possibilidade para que o texto sagrado em cada época abra novas possibilidades de compreensão e conhecimento.
Toda essa riqueza contida na Sagrada Escritura, por uma série de motivos, esteve por um certo tempo distante da maioria dos fiéis. Felizmente, a partir da metade do século passado a Palavra foi como que devolvida ao povo, e com o Concílio Vaticano II abriu-se um novo horizonte para reflexão sobre Deus e a vida da Igreja fundada nos Testamenescritos bíblicos, houve, pode-se dizer, uma recuperação da dignidade da Escritura pela Constituição Dogmática Dei Verbum. As diretrizes conciliares são no sentido de valorizar a leitura da Palavra de Deus, tanto e principalmente na liturgia, como na oração, na pregação, na teologia e na vida cotidiana do cristão. A Dei Verbum afirma o valor semelhante da Palavra e do Corpo de Cristo na liturgia, ressaltando que a graça recebida nos sacramentos mantém a todos sob a lei e os encaminha em direção à Palavra de Deus, há uma vinculação e complementaridade no ouvir a Palavra de Deus e receber a graça através dos Sacramentos e as obras de misericórdia. A Palavra de Deus é fonte primeira de inspiração da vida espiritual da comunidade e da missão da Igreja. Assim para que se possa ser missionário e discípulo de Jesus Cristo, conforme recomenda a 5ª Conferência do Episcopado Latino Americano é necessário “alimentar-nos da Palavra, para ser servos da palavra na tarefa da evangelização...” Diante das conquistas da Igreja no âmbito da Animação Bíblica, O Santo Padre convocou para
os dias 05 a 26 de outubro de 2008 o Sínodo dos Bispos com o tema “A Palavra de Deus na Vida e na Missão da Igreja”. O Texto na sua introdução afirma que o “homem contemporâneo mostra de tantas maneiras que tem uma grande necessidade de ouvir Deus e falar com Ele. Notase, entre os cristãos uma abertura apaixonada para a Palavra de Deus como fonte de vida e graça de encontro do homem com o Senhor”. Destacava ainda que “é necessário que a escuta da Palavra se torne um encontro vital, na antiga e sempre válida tradição da Lectio Divina, que permite colher no texto bíblico a Palavra viva que interpela, orienta e plasma a existência”... “mediante a utilização também dos novos métodos, cuidadosamente ponderados” para “a adquirir familiaridade com a Bíblia, a tê-la ao alcance da mão, para ser uma bússola a indicar a estrada a seguir”. Assim, aproveitando o mês de Setembro como o mês dedicado pela Igreja à Bíblia, parece recomendável uma íntima e profunda aproximação da Palavra de Deus, que em outras palavras é aproximar-se
do próprio Cristo.

Pedro Luiz de Araújo
(Coordenador da Pastoral Familiar)
Paróquia Santo Antônio do Bairro do Limão

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

SETEMBRO - MÊS DA BÍBLIA (parte 2)


Como a transmissão oral acontecia em santuários diversos, este fato ensejou a existência de pequenas diferenças na catequese do norte e na do sul, decorrendo daí duas tradições: a Javista - Deus era tratado sempre por Javé e Eloista, porque Deus era tratado como Elohim. A tradição oral perdurou até os tempos de Davi, quando foram redigidos os textos da tradição javista; meio século depois, apareceram os escritos eloista. Por volta de 721 a.C., na época, da divisão dos reinos, muitos sacerdotes do norte fugiram para o sul , e a partir de então, as duas tradições foram compiladas num só escrito. Além, destas tradições, há ainda a Deuteronomista, encontrada casualmente em 622 a. C. por pedreiros, que trabalhavam num templo, e, também a Sacerdotal, nova compilação das catequeses antigas de Israel, datada do século VI a.C. Ao final as quatro tradições combinadas entre si compuseram o Pentateuco da Bíblia atual. Mas, a partir de Josué, a tradição continuou oral, para ser escrita somente por volta de 550 a.C. A princípio, os escritos do Novo Testamenescritosto não foram elaborados com a finalidade de serem acrescentados à Bíblia. No tempo de Cristo e dos Apóstolos, o livro sagrado era apenas o Antigo Testamento. As pregações do próprio Jesus Cristo basearam-se nos textos vétero-testamentários. Após a morte de Cristo, a pregação dos Apóstolos formou uma nova tradição. Mas, diante do grande número de comunidades que se formaram a partir do anúncio da Boa Nova, e com a aceitação de estrangeiros nestas e nas novas comunidades, a mensagem precisou ser escrita, traduzida e adaptada. A palavra de Jesus Cristo só começou a ser escrita há aproximadamente 40 anos após a sua morte. O primeiro evangelho a ser escrito, o de São Marcos, data dos anos 60 ou 70 d.C.; os de São Lucas e São Mateus, são de 70 ou 80; já o Evangelho de São João só foi escrito em torno do ano 100 d.C.
As cartas do apóstolo Paulo eram Cartas Abertas endereçadas a uma determinada comunidade, e deviam ser lidas em público; há menção a esse respeito na Primeira Carta aos Tessalonicenses (I Tes 5,27). Já as Epistolas Católicas (universais), são chamadas assim por se destinarem à Igreja em geral, e não a uma comunidade específica, como as Cartas Paulinas. O livro dos Atos dos Apóstolos pode ser considerado a continuação do terceiro Evangelho, pois também foi escrito por Lucas. E o Apocalipse de São .João, livro com estilo próprio, foi o último a ser acrescentado. No século IV (no ano 325 d. C), a Igreja se reuniu em Concilio na cidade de Nicéia, o qual, dentre outros, tinha o condão de estabelecer o “cânon”, ou a lista de livros sagrados considerados autênticos. Neste Concilio, os livros foram estudados, estabelecendo-se então a ordem ainda hoje conservada. Embora, houvesse muitos livros que os judeus não aceitavam, os Santos Padres da Igreja ponderaram os prós e contras e definiram a lista que foi aprovada.
(Texto dividido em três partes para melhor compreensão)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

SETEMBRO - MÊS DA BÍBLIA (parte 1)


 “A Igreja venerou sempre as divinas Escrituras
como venera o próprio Corpo do Senhor, não deixando
jamais, sobretudo na sagrada Liturgia, de tomar
e distribuir aos fiéis o pão da vida, quer da mesa da
palavra de Deus quer da do Corpo de Cristo”.
(Constituição Dogmática Dei Verbum nº 21)









                A palavra grega Bíblia deriva do grego bíblos ou bíblion (Bíbylov) que significa “rolo” ou “livro”. São ao todo setenta e três os livros bíblicos considerados canônicos pela Igreja Católica Apostólica Romana, sendo 46 livros do Antigo Testamento e 27 do Novo. O cânon da Bíblia Católica contém 7 livros a mais no Antigo Testamento comparativamente com as Bíblias usadas pelas religiões cristãs não católicas e pelo Judaísmo.
Os diversos livros que compõem as Sagradas Escrituras foram escritos basicamente em três idiomas diferentes: o hebraico, o grego e o aramaico. Com exceção dos livros denominados deuterocanônicos (Tobias, Judite, I Macabeus, II Macabeus,
Sabedoria, Eclesiástico (Ben Sirac ou Sirácida) e Baruc, todo o Primeiro Testamento foi escrito em hebraico (hebraico consonantal). Existem ainda adições aos livros de Ester e Daniel, e a alguns capítulos do livro de Daniel, os quais originalmente
foram redigidos em aramaico. Em grego comum, além dos já referidos livros deuterocanônicos do Antigo Testamento, foram escritos praticamente todos os livros do Novo Testamento.
Calcula-se que a Septuaginta (ou tradução dos Setenta), a primeira tradução da Bíblia, foi feita entre 200 a 300 anos antes de Cristo, esta tradução realizada pelos chamados setenta sábios, visava, principalmente, atender os judeus que viviam fora dos territórios do antigo Israel e que não compreendiam mais a língua hebraica.
Segundo os estudiosos, a formação da Bíblia situa-se no período histórico compreendido entre 1100 a.C. ou 1200 a.C. a 100 d.C, sendo considerado o Cântico de Débora, que se encontra no livro
dos Juizes (Jz, 5), o mais antigo escrito bíblico. A parte mais antiga da Bíblia, no início, foi transmitida oralmente nas reuniões que havia nos santuários, prevalecendo neste tempo, os relatos dos acontecimentos do deserto do Sinai, da aliança de Deus com o povo. Mas, o interesse manifestado pelos jovens em conhecer o que havia acontecido antes disto, levou à composição das histórias dos
Patriarcas e ainda a história da criação do mundo. Podendo-se dizer que estes relatos são um retrospecto didático histórico feito a partir do Cântico de Débora.


(Texto dividido em três partes para melhor compreensão)