segunda-feira, 15 de agosto de 2011

15 de Agosto - Assunção de Nossa Senhora


Nossa Igreja celebra hoje, Maria. Ela aparece pela última vez nos escritos do Novo Testamento no primeiro capítulo dos Atos dos Apóstolos: Ela está no meio dos apóstolos, em oração no cenáculo, aguardando a descida do Espírito Santo.
Proclamado como dogma de fé, ou seja, uma verdade doutrinal, pelo Papa Pio XII no ano de 1950, declarando que Maria não precisou aguardar, como as outras criaturas, o fim dos tempos para obter também a ressurreição corpórea, quis por em evidência o caráter único da sua santificação pessoal, pois o pecado nunca ofuscou, nem por um instante, o brilho de sua alma. A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, foi assunta em corpo e alma à glória celestial.
Esta celebração foi decretada no Oriente no século VII, com decreto do imperador bizantino Maurício. Neste mesmo século a festa da Dormitio (passagem para a outra vida), também foi introduzida em Roma pelo Papa oriental, Sérgio I. Passou-se então um século antes que o termo dormitio cedesse o lugar ao nome Assunção de Nossa Senhora aos Céus. Sendo assim, os santos que já têm a visão beatífica, estão de certo modo aguardando a plenitude final da redenção, que em Maria já se dera com singular graça da preservação do pecado.
Complemento:                                                                                  
Solenidade da Assunção de Nossa Senhora                                    
No dia 15 de agosto a Igreja celebra a solenidade da Assunção de Nossa Senhora. É a terceira e última solenidade de Maria durante o ano na Igreja universal. Dia 8 de dezembro ela celebra a Imaculada Conceição e, dia 1º de janeiro, Nossa Senhora, Mãe de Deus. Pelo fato de o dia 15 de agosto não ser feriado, a Igreja celebra esta festa no domingo depois do dia 15. Sua Liturgia é muito rica.
Assunção de Nossa Senhora, ou Nossa Senhora assunta ao céu, ou ainda Nossa Senhora da Glória, está entre as festas de Nossa Senhora muito caras ao nosso povo. Faz parte da piedade popular do Catolicismo tradicional. Esta é também a vitória de Maria, celebrada nesta festa da Assunção. Ela não obteve nenhuma medalha de ouro, nos jogos olímpicos; simplesmente está coroada de Doze estrelas, na fronte, por ter assumido e vencido, no seu papel de Mãe de Jesus e Mãe da Igreja.

15 de Agosto - São Tarcísio, Padroeiro dos Coroinhas




Tarcísio foi um mártir da Igreja dos primeiros séculos, vítima da perseguição do imperador Valeriano, em Roma, Itália. A Igreja de Roma contava, então, com cinqüenta sacerdotes, sete diáconos e mais ou menos cinqüenta mil fiéis no centro da cidade imperial. Ele era um dos integrantes dessa comunidade cristã romana, quase toda dizimada pela fúria sangrenta daquele imperador.

Tarcísio era acólito do papa Xisto II, ou seja, era coroinha na igreja, servindo ao altar nos serviços secundários, acompanhando o santo papa na celebração eucarística.

Durante o período das perseguições, os cristãos eram presos, processados e condenados a morrer pelo martírio. Nas prisões, eles desejavam receber o conforto final da eucaristia. Mas era impossível entrar. Numa das tentativas, dois diáconos, Felicíssimo e Agapito, foram identificados como cristãos e brutalmente sacrificados. O papa Xisto II queria levar o Pão sagrado a mais um grupo de mártires que esperavam a execução, mas não sabia como.

Foi quando Tarcísio pediu ao santo papa que o deixasse tentar, pois não entregaria as hóstias a nenhum pagão. Ele tinha doze anos de idade. Comovido, o papa Xisto II abençoou-o e deu-lhe uma caixinha de prata com as hóstias. Mas Tarcísio não conseguiu chegar à cadeia. No caminho, foi identificado e, como se recusou a dizer e entregar o que portava, foi abatido e apedrejado até morrer. Depois de morto, foi revistado e nada acharam do sacramento de Cristo. Seu corpo foi recolhido por um soldado, simpatizante dos cristãos, que o levou às catacumbas, onde foi sepultado.

Essas informações são as únicas existentes sobre o pequeno acólito Tarcísio. Foi o papa Dâmaso quem mandou colocar na sua sepultura uma inscrição com a data de sua morte: 15 de agosto de 257.

Tarcísio foi, primeiramente, sepultado junto com o papa Stefano nas catacumbas de Calisto, em Roma. No ano 767, o papa Paulo I determinou que seu corpo fosse transferido para o Vaticano, para a basílica de São Silvestre, e colocado ao lado dos outros mártires. Mas em 1596 seu corpo foi transferido e colocado definitivamente embaixo do altar principal daquela mesma basílica.

A basílica de São Silvestre é a mais solene do Vaticano. Nela, todos os papas iniciam e terminam seus pontificados. Sem dúvida, o lugar mais apropriado para o comovente protetor da eucaristia: o mártir e acólito Tarcísio. Ele foi declarado Padroeiro dos Coroinhas ou Acólitos, que servem ao altar e ajudam na celebração eucarística.

sábado, 13 de agosto de 2011

V Blitz da Juventude

Neste ano em Cabeceiras do Piauí no dia 10 de setembro de 2011 ocorrera V Blitz da Juventude, com a chegada dos jovens às 16hs no CEFAMI; jantar às 17:30hs; missa às 19hs presidida por Dom Eduardo na matriz em seguida uma caminhada divida em três momentos: 1º momento abordara a relação dos jovens com a família; 2º momento, a relação dos jovens com os jovens; 3º momento, a relação dos jovens com a sociedade. No final será feito um apanhado de tudo que foi falado no encontro.

O que é a blitz da juventude?
Um grupo de padres do nosso Zonal III, percebendo ausência de jovens em nossas paróquias ficaram preocupados e tentaram organizar um evento que atraísse os jovens para a Igreja, por isso foi criada a Blitz da Juventude o 1º encontro aconteceu em porto, depois em Barras, Boa Hora, Nossa Senhora dos Remédios e este ano em Cabeceiras do Piauí.
OBJETIVO: Animar os jovens de nossas paróquias e comunidades e orientá-los sobre algum tema atual em que estamos vivendo.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Família: Igreja Doméstica - "Célula eclesial"

(Texto dividido em 4 partes para melhor compreensão)
E quando é que compreenderemos a realidade da família como Igreja? O princípio da atração e do amor do homem pela mulher e vice-versa brota de um mistério muito grande. Diz S. João Crisóstomo: "Pois Cristo formou a Igreja de seu lado traspassado, assim como do lado de Adão foi formada Eva, sua esposa. (...). E assim como Deus abriu o lado de Adão enquanto ele dormia, também Cristo nos deu a água e o sangue durante o sono de sua morte". Por isso, S. Paulo afirma que este mistério é grande e o matrimônio não se reduz a uma parceria de partilha da companhia do outro enquanto parceiro (a), mas brota do mistério da relação entre Cristo e sua Igreja (cf. Ef 5,32).

A família enquanto célula da sociedade é, por desejo de Deus, chamada a ser uma célula eclesial, uma igreja doméstica, uma igreja de casa, uma casa que se torna uma pequena igreja. É assim que a Igreja será uma grande família: se as famílias forem realmente igrejas; igrejas vivas, atuantes, fermentadas pelo amor traduzido em comunhão, celebrando e cultivando a vida, acolhendo o mistério da Trindade-Comunidade para irradiá-lo no testemunho ao mesmo tempo humilde e corajosamente generoso.

A sociedade atual, tão marcada pelo individualismo, pelo utilitarismo, pelo materialismo, pelo hedonismo, pela perda do sentido dos valores morais, pelo medo e pela relativização dos compromissos definitivos, pelo neo-paganismo tem deixado seus efeitos nefastos e corrosivos na realidade familiar. Os jovens se encontram diante de uma variedade de propostas de modelos contrastantes. O pluralismo não permite um quadro unitário de valores. Porém, não será impossível à graça divina fazer acontecer este milagre da comunhão e do amor à serviço da vida.

Jesus crescia sob os olhares atentos e amorosos de José e de Maria "em sabedoria, estatura e em graça, diante de Deus e diante dos homens" (Lc 1,52). E isso na simplicidade impressionante e aparentemente sem valor da realidade monótona e obscura de Nazaré. Também hoje, estes reflexos luminosos e transfiguradores do mistério do Verbo eterno na sua vida oculta precisa acontecer nas crianças e nos jovens. E para assisti-los, o Senhor quer encontrar continuadores nos homens e mulheres de boa vontade, assim como Ele encontrou Maria e José. A igreja doméstica, apesar de tudo e de todos, continuará sendo uma resposta do Deus Trindade para um problema: "não é bom que o homem esteja só" (Gn 2,18). 

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Família: Igreja Doméstica - "Paternidade e maternidade"

A paternidade e maternidade não serão realidades asfixiantes ao ponto de serem usurpadores da individualidade de cada filho, pessoa chamada a auto-construir-se com os outros. A realidade familiar da acolhida e da educação dos filhos se abrirá progressivamente a uma descoberta do dom da vida dos filhos, chamados a atingir gradativamente uma autonomia própria. Os pais e educadores serão como jardineiros (oferecerão as condições) e os filhos são tais como as plantas (que crescerão a partir das próprias raízes, tronco, galhos e folhas) e que a seu tempo deverão produzir seus frutos. "Os humanos, como as plantas, crescem no solo da aceitação, não na atmosfera da rejeição".Os pais não substituem os filhos, os quais não são uma continuação em chave de dependência parasitária. O "eu" de cada filho não pode confundir-se com o "tu" do pai e com o "tu" da mãe. A identidade não pode ser distorcida ou confundida na auto-construção. Porém, o processo educativo não descartará, mas se fundamentará na busca de apresentar valores e princípios que ajudem os filhos a serem livres, responsáveis, de modo que eles abram-se ao dom da fé e a ele correspondam com convicções brotadas de uma experiência pessoal com Deus. 
(Texto dividido em 4 partes para melhor compreensão)

sábado, 6 de agosto de 2011

Família: Igreja Doméstica - "Homem e mulher Ele os criou"

"E Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou, homem e mulher ele os criou" (Gn 1,27). Nos planos do Criador, esta realidade de família se construirá positivamente quando o homem e a mulher assumirem consciente e responsavelmente os próprios papéis.

A mulher é chamada a ser capaz de acolher, acompanhar, perceber e escutar, dotada de delicadeza e fantasia, levada a ser materna, acolhedora do invisível e do essencial, intuitiva e sensível.

O homem, por sua vez, torna-se capaz de projetar, executar, decidir, defender, proteger paternalmente, de plasmar e criar prevalentemente para a sociedade. A maturidade masculina se manifesta na fantasia produtiva e na força volitiva. E estas duas realidades são chamadas a integrar-se num dinamismo próprio de quem ama, reconhecendo no outro não alguém vago e distante, mas um "tu" próximo, referencial enriquecedor.

Nesse sentido, a capacidade de relacionamentos sólidos e duradouros não pode se limitar ao conhecimento superficial e à prática de relações tão somente funcionais, mas envolve sobretudo relacionamentos amigáveis, abertos a uma positiva capacidade de intimidade, afinidade, familiaridade e afetuosidade. A sexualidade, enquanto realidade ampla, dialogal, a serviço da comunhão e da vida, é algo que descarta fechamentos egoístas e manipulações desumanizadoras e paganizantes.

A produtividade leva as pessoas a trabalharem de modo criativo e profícuo, a realizar e organizar algo de novo, a não repetir mecanicamente o que outros já fizeram. Dessa maneira, a diversidade humana e complementar da masculinidade e da feminilidade se dispõem a fazer um uso responsável e coerente dos talentos recebidos, valorizando-os e fazendo-os multiplicar (cf. Mt 25,14-30). 
(Texto divido em 4 partes para melhor compreenção)

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Família: Igreja Doméstica

Pe. Antônio Marcos Chagas
"O Senhor disse: Não é bom que o homem esteja só. Vou dar-lhe uma auxiliar semelhante a ele" (Gn 2,18). O Senhor Deus quis dar a Adão uma auxiliar semelhante a ele e o simbolismo de Eva tirada da costela de Adão (cf. Gn 2,22) fala desta igualdade que exclui toda idéia de dominação ou subordinação servil. Ora, ninguém deveria bastar-se numa auto-suficiência narcisista e egocêntrica. O "eu" é essencialmente chamado a construir-se dinamicamente na interação dialógica com um "tu" para construir um "nós". O "eu" foi chamado a ser um dom para o tu e vice-versa. A realidade da pessoa humana como um ser comunitário, social e que partilha, não é outra coisa, no plano de Deus, que um ensaio cuja meta é viver a comunhão trinitária: na diversidade construindo a unidade. As Três divinas e distintas Pessoas, maravilhosamente consumidas na unidade, apresentam-se como esta fonte; um mistério que nos faz pensar que a criação do homem à imagem e semelhança de Deus significa também perceber-se como um alguém essencialmente chamado à comunhão.
A diversidade é riqueza e a unidade é um referencial obrigatório para um êxodo de amor (sair de si, construir pontes num movimento de busca do outro que se consolida na partilha). A diferença, longe de ser uma ameaça, apresenta-se como uma possibilidade que desafia e enriquece, vitaliza, desinstala e renova.
Os conflitos podem ser lidos na ótica de possibilidades novas e inusitadas para um crescimento recíproco: pedras que se chocam, se lapidam. Não existe, no plano de Deus, o achatamento empobrecedor da repetição automática: os clones destroem a sacralidade inquestionável de ser pessoa, ou seja, um alguém único e irrepetível. A diferença dos sexos não afeta esta igualdade de dignidade entre homem e mulher; tal diferença estava na mente de Deus em ordem à complementaridade. "A verdade é que toda história humana, se partilhada com outra pessoa como um ato de amor, alarga a mente e aquece o coração desta pessoa". Um é chamado a precisar do outro para se auto-definir, descobrir-se e para ajudar a construir, enriquecer o outro. É um movimento em via de mão dupla. E nesta linha de raciocínio nós entendemos o que Deus pensa da família.
(Texto dividido em 4 partes para melhor compreensão)

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

12ª Romaria da Terra e da Água 2011 - Campo Maior-PI

Mais de 10 mil romeiros das diocese de todo o Piauí se uniram pra abraçar o açude no final de sábado, logo em seguida ouviram clamores, apelos, poemas, cantos e dançaram muito.
Este grande evento foi realizado pela CNBB Regional NE4 em Campo Maior, neste último final de semana do mês de julho de 2011 a 12ª Romaria da Terra e da Água com o tema salvar a terra e a água é salvar a vida. Mais de 10 mil romeiros de todo o Piauí estão reunidos em Campo Maior pra tratar sobre a degradação ao meio ambiente.
Antes do abraço ao açude grande de Campo Maior, foi realizado durante o dia, oficinas Espirituais e Adoração ao Santissimo Sacramento nas paróquias de Campo Maior. Todos os bispos, padres e os Arcebispo Dom Pedro Brito e Dom Sérgio estiveram participando do evento
No domingo (31) seguiu-se a programação com a Celebração Eucarística  às 5:00h, Presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Eduardo Zielski e co-celebrada pelos Bispos; Dom Alfredo , Dom Plinio, Dom Ramon, Dom Sérgio, Dom Juarez, e Dom Valdemir, na praça de Eventos Complexo Valdir Fortes, e em seguida o envio de todos os romeiros e romeiras as suas dioceses.